Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Empresas de guindaste em alta

25/09/2008

O setor de logística está rindo à toa no Vale do Itajaí. Com o crescimento da economia e os investimentos em obras de infra-estrutura e construção civil, empresas que trabalham com serviços de guindaste, transporte, terraplanagem e concretagem estão colhendo resultados para lá de positivos.

- Em 2008 estamos trabalhando cerca de 30% a mais do que no ano passado. Está realmente muito bom - conclui Eugênio Koehler, gerente da Guindastes Constâncio.

Este ano a empresa investiu R$ 4,5 milhões na compra de cinco novos equipamentos - dois guindastes, dois caminhões com guincho (muques) e uma retroescavadeira. A demanda por serviços é tão intensa que, em alguns casos, é preciso esperar uma semana por um dos equipamentos da empresa. Quatro deles trabalham na montagem da nova montanha russa do Beto Carrero World em Penha. As três usinas hidrelétricas que estão sendo construídas no Alto Vale do Itajaí - Salto Pilão, Ibirama e Angelina - também têm gerado grande demanda por serviços, assim como a indústria, que está se expandindo e precisa de equipamentos especializados para o transporte e instalação de novas máquinas.

Na MW Guindastes, a expansão dos negócios foi ainda maior. De acordo com um dos proprietários da empresa, Jair Luiz Maffei, o crescimento chegou a quase 50% na comparação de 2008 com 2007. Os investimentos em ampliação da frota também foram significativos e chegaram a R$ 5 milhões, o maior montante de recursos já aplicados pela empresa de uma só vez.

- Precisamos ampliar a frota para atender à demanda. Ainda assim, estamos operando no limite. O cenário é de fato animador - diz Maffei.

No caso da MW, a principal alavanca de crescimento tem sido os investimentos nos portos de Itajaí, Paranaguá e São Francisco do Sul, além do dinheiro aplicado pela Petrobras nos estaleiros da região. São todas obras que exigem equipamentos pesados para transporte e movimentação de peças e equipamentos.

Para as empresas de concretagem foi o boom da construção civil que permitiu um crescimento acelerado. Somente uma delas, a Max Mohr, comprou oito novos caminhões em 2008, ampliando em quase 10% sua capacidade. A empresa tem seis filiais no Litoral Norte, Vale do Itajaí e Vale do Itapocu, na região de Jaraguá do Sul.

- A construção civil, tanto industrial quanto residencial, tem gerado muita demanda por serviços - constata Ciro José Martins, diretor comercial da empresa.

Empresas investem em novos equipamentos

Empresas de menor porte do setor de logística também aproveitaram o rastro do crescimento econômico para expandir os negócios. Uma delas, que atua na cidade há nove anos, dobrou de tamanho em 2009.

- Tínhamos um caminhão equipado com muque, agora temos dois. O mercado está pedindo investimentos que aumentem a oferta de serviços na área - conta Sheila Pereira, proprietária da empresa.

Ela diz que o aquecimento da indústria e da construção civil, assim como as obras públicas, permitiram um crescimento de 30% em relação ao ano passado.

Quem trabalha com terraplanagem e escavação registra, da mesma forma, bons indicadores.

- A gente vem percebendo que nos últimos três anos tem aumentado bastante a procura por serviços - diz Aristides Ramos, agente administrativo de uma empresa blumenauense de terraplanagem.

Neste período, a empresa aumentou em cerca de 20% sua frota, que hoje conta com 20 veículos, entre retroescavadeiras, patrolas e caminhões. A construção civil e as obras de infra-estrutura consistem nas principais fontes de demanda pelos serviços oferecidos pela empresa.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

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