Histório e curiosidades sobre guindastes
O Guindaste
A mecânica de uma ferramenta muito antigaPor Luciano Camargo Martins - dfi2lcm@joinville.udesc.br
O guindaste é provavelmente invenção grega ou romana, da qual não existem registros anteriores ao século I a.C. Os grandes monumentos de pedra anteriores a essa época - as pirâmides do Egito, por exemplo - foram edificados sem auxílio de nenhum mecanismo de suspensão
A maior parte do conhecimento sobre os guindastes antigos vem dos escritos do arquiteto romano Vitrúvio (século I a.C.) e de Héron de Alexandria (século I d.C.). O mais simples dos guindastes descritos compunha-se apenas de uma única estaca fincada no chão, que era erguida e sustentada por um par de cabos amarrados em sua extremidade superior. Em seu topo, prendia-se a roldana por onde corria a corda utilizada para suspender os materiais. Essa corda era normalmente operada por um molinete fixo num dos lados da estaca, junto à base.
Os guindastes romanos apresentavam sérias limitações. Apesar de a carga poder ser levantada verticalmente, o ângulo em que ela podia girar, à direita ou à esquerda, sem o guindaste se desequilibrar, era muito restrito. Além disso, só poderia ser erguida até a altura das estacas. Outro problema era a imobilidade do equipamento, que precisava ser desmontado a cada etapa da construção. Os construtores medievais conseguiram superar a maioria desses problemas.
A força humana - utilizada para fazer funcionar o molinete - permaneceu insubstituível até o advento das máquinas a vapor.
Embora exista uma grande variedade de guindastes em uso, essas máquinas podem ser divididas em dois grupos principais: os guindastes de ponta e os de lança. Qualquer modelo, porém, utiliza numerosos acessórios para os trabalhos de suspensão: nos ganchos de aço adaptam-se redes, tramas, cordas, cabos de aço, etc. Para operar com materiais a granel, de pequeno porte, mas soltos e em grande quantidade (tais como minérios ou grãos), os guindastes são equipados com uma garra (ou concha) composta de duas mandíbulas articuladas.
O funcionamento de um guindaste depende de uma relação matemática entre a força utilizável no gabo de aço e o ângulo em que se encontra o material a ser erguido. A segurança de toda a operação, bem como a capacidade da máquina, subordinam-se sempre a essa relação matemática.
Os modelos mais indicados para uso interno em grandes galpões, tais como os de oficinas de usinagem, usinas siderúrgicas e outros tipos de fábricas, são os elétricos de ponte rolante. O guindaste propriamente dito movimenta-se de um lado para o outro sobre uma ponte que atravessa toda a largura da área de trabalho.
Ao contrário dos guindastes de ponte tradicionais, os de lança são quase sempre autônomos, destinados à utilização ao ar livre e impulsionados por motores diesel, ao invés de elétricos. A lança oferece grande mobilidade para realizar as operações, porque tanto pode ser erguida ou baixada verticalmente quanto girar horizontalmente, em círculo, acompanhando sua superestrutura.
Em quase todos os modelos de guindaste, a maior parte da ação de levantamento de carga é executada por um ou mais cabos de aço que se enrolam em um tambor situado dentro da superestrutura.
Quando o solo é plano e firme, os guindastes de lança movimentam-se usualmente sobre pneumáticos. Em solos instáveis ou irregulares, porém, costumam apoiar-se sobre esteiras, como as dos tanques militares.
Importante para todos os tipos de guindastes, o problema do equilíbrio torna-se crítico nos modelos de torre, muito empregados na construção civil. Sua torre serve de suporte para um braço horizontal que se prolonga em direções opostas e em comprimentos distintos. A extremidade mais curta do braço possui um contrapeso; na outra, o mecanismo de suspensão movimenta-se sobre um trole. A capacidade de carga aumenta à medida que o trole trabalha mais próximo da torre central.
Serviços portuários de carga e descarga de navios valem-se de diferentes equipamentos, especialmente destinados a trabalhos específicos. Contudo, um dos guindastes de emprego mais generalizado em docas é o que possui a lança conectada com um braço articulado, ou seja, o modelo mais conhecido como grua.
Outro tipo de guindaste comum nos portos é o de garra, especialmente projetado para a carga e descarga de material a granel. Sua lança assemelha-se a uma meia ponte que se projeta para fora do cais, permitindo que os navios atraquem embaixo do trole que conduz o mecanismo de suspensão da garra. Assim, a garra desce verticalmente até os porões das embarcações, recolhe e ergue o material. Depois, o trole leva a garra com o material para o interior do cais onde a carga é depositada.
Em estaleiros há guindastes com mais de 120 metros de altura que suspendem 1500 toneladas numa única operação.
| Fotos de guindastes ferroviários portuários antigos - retirado na íntegra do site http://www.geocities.com/ferrovias_brasil/cds-guindaste.htm | |||||||||||
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Empresas de guindaste em alta |
| 25/09/2008 O setor de logística está rindo à toa no Vale do Itajaí. Com o crescimento da economia e os investimentos em obras de infra-estrutura e construção civil, empresas que trabalham com serviços de guindaste, transporte, terraplanagem e concretagem estão colhendo resultados para lá de positivos. - Em 2008 estamos trabalhando cerca de 30% a mais do que no ano passado. Está realmente muito bom - conclui Eugênio Koehler, gerente da Guindastes Constâncio. Este ano a empresa investiu R$ 4,5 milhões na compra de cinco novos equipamentos - dois guindastes, dois caminhões com guincho (muques) e uma retroescavadeira. A demanda por serviços é tão intensa que, em alguns casos, é preciso esperar uma semana por um dos equipamentos da empresa. Quatro deles trabalham na montagem da nova montanha russa do Beto Carrero World em Penha. As três usinas hidrelétricas que estão sendo construídas no Alto Vale do Itajaí - Salto Pilão, Ibirama e Angelina - também têm gerado grande demanda por serviços, assim como a indústria, que está se expandindo e precisa de equipamentos especializados para o transporte e instalação de novas máquinas. Na MW Guindastes, a expansão dos negócios foi ainda maior. De acordo com um dos proprietários da empresa, Jair Luiz Maffei, o crescimento chegou a quase 50% na comparação de 2008 com 2007. Os investimentos em ampliação da frota também foram significativos e chegaram a R$ 5 milhões, o maior montante de recursos já aplicados pela empresa de uma só vez. - Precisamos ampliar a frota para atender à demanda. Ainda assim, estamos operando no limite. O cenário é de fato animador - diz Maffei. No caso da MW, a principal alavanca de crescimento tem sido os investimentos nos portos de Itajaí, Paranaguá e São Francisco do Sul, além do dinheiro aplicado pela Petrobras nos estaleiros da região. São todas obras que exigem equipamentos pesados para transporte e movimentação de peças e equipamentos. Para as empresas de concretagem foi o boom da construção civil que permitiu um crescimento acelerado. Somente uma delas, a Max Mohr, comprou oito novos caminhões em 2008, ampliando em quase 10% sua capacidade. A empresa tem seis filiais no Litoral Norte, Vale do Itajaí e Vale do Itapocu, na região de Jaraguá do Sul. - A construção civil, tanto industrial quanto residencial, tem gerado muita demanda por serviços - constata Ciro José Martins, diretor comercial da empresa. Empresas investem em novos equipamentos Empresas de menor porte do setor de logística também aproveitaram o rastro do crescimento econômico para expandir os negócios. Uma delas, que atua na cidade há nove anos, dobrou de tamanho em 2009. - Tínhamos um caminhão equipado com muque, agora temos dois. O mercado está pedindo investimentos que aumentem a oferta de serviços na área - conta Sheila Pereira, proprietária da empresa. Ela diz que o aquecimento da indústria e da construção civil, assim como as obras públicas, permitiram um crescimento de 30% em relação ao ano passado. Quem trabalha com terraplanagem e escavação registra, da mesma forma, bons indicadores. - A gente vem percebendo que nos últimos três anos tem aumentado bastante a procura por serviços - diz Aristides Ramos, agente administrativo de uma empresa blumenauense de terraplanagem. Neste período, a empresa aumentou em cerca de 20% sua frota, que hoje conta com 20 veículos, entre retroescavadeiras, patrolas e caminhões. A construção civil e as obras de infra-estrutura consistem nas principais fontes de demanda pelos serviços oferecidos pela empresa. Fonte: Jornal de Santa Catarina |




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